quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Garotas do Calendário


Cherry on Fire Miss Ana e Miss Gennie


Motorama, exposição ao fundo



A mostra fotográfica Garotas do Calendário aconteceu no encerramento da 15ª Psychobilly Fest.

A Tattoo Holic foi hostess do evento que abrigou a mostra, um pocket show acústico com o Motorama, banda argentina convidada pela Psycho Fest, com direito a tatuagem sorteada na noite anterior, com o tatuador Cacau.

Arte semipornógrafa que surgiu em meados da segunda guerra, conhecida nos traços de grandes ilustradores da época, nos armários de pilotos de avião e em calendários, é claro, de oficinas de aviões, a Pin-up Art é um ícone e uma referência à cultura dos anos 50 e ao Rockabilly.

O projeto Garotas do Calendário foi idealizado por três garotas, entre elas, a pin-up Miss Gennie, também orgulho curitibano, flickr neste link http://www.flickr.com/photos/missgennie/

Essas garotas já participaram de consultoria e editoriais de moda de revistas renomadas nacionalmente e, até, já apareceram no programa da Hebe Camargo por conta disso.

São umas gatas pra valer, desbancando o padrão estético anoréxico-bulímico que impera nos dias de hoje. Além do genial de fazer delas mesmas Pin-up Art em fotografia, movimento, moda e comportamento.

A exposição segue pra São Paulo, Rio de Janeiro e depois pra Argentina.

Confira os endereços e horários aqui.


Por Daniela Baum

fotos Giovana Silvestri


Via @mondobacana #blog @karentortato

http://www.mondobacana.com/blogs/garotas-do-calenda-rio.html

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Orgulho Curitibano | Psycho Fest 2009


Zombiezada


Sick Sick Sinners


The Brown Vampire Cats


Ovos Presley


Motorama


As Diabatz


A 15ª Psychobilly Fest começou numa noite típica de frio curitibano, neste último sábado 10 de outubro no Ópera I (antigo Operário), Largo da Ordem.

Esse festival de música psychobilly e afins acontece todo ano na capital dos pinhais. É um evento mais modesto que o Psycho Carnival, mas que tem sua relevância e este ano refletiu um bom momento para a cena nacional.

A banda que abriu a primeira noite do festival foi Os Degolados, banda paulistana que se apresentou pela primeira vez na city. Foram bem-vindos com seu punk/psychobilly recheado de letras bizarras. Acredito ser uma banda começando, mas com grande potencial.

Acho que o frio (que fazia nesta noite, com o perdão da palavra, de foder!) prejudicou um pouco o público, mas nem por isso deixou de ter adeptos de fé da “psycharada”.

Então a noite continuou um pouco tímida com a segunda banda: Voodoo Stompers, também paulistana, voltando “às ativas” depois de um período de ostracismo. Música psychochobilly mas com uma veia muito rockabilly, portanto mais sutil e um vocal menos agressivo.

Quem conseguiu esquentar os tambores desta noite foi a banda As Diabatz, curitibana, psychobilly, tem sua formação só de meninas, gostaria inclusive, de uma licença poética para chamá-las de As bruxinhas do Psycho. Pra mim, bruxa que sou, esse show foi um prelúdio ao sabá de verão. Viva! A vocalista Baby Rebbel me faz lembrar uma banda rockabilly dos tempos dos idos: Hillbillymoon Explosion, seu vocal é muito parecido, com gritinhos característicos de fazer a “caverada” suspirar, além do figurino de arrasar das moças. Essas garotas realmente são um orgulho curitibano. Cheers!

A quarta banda a habitar o palco veio de Santos: Big Nitrons. Aí a coisa pegou fogo, o pôgo comeu solto ao som desses caras fodões e suas melodias psychobilly com uma pegada muito forte da surf classic. O vocal tem uma performance e presença de palco do caralho. Eu diria que a melhor banda da noite. Eles chegaram ao cúmulo viking: encheram um barril de cerveja no palco com quatro mangueiras para o público, êita cachaceiros, digo, cervejeiros no caso!

E finalmente, a atração internacional do evento sobe ao palco. A banda argentina Motorama já esteve aqui uma vez, no Psycho Carnival em 2008 e agora voltou mostrar seu novo trabalho, o CD Crisis. Tive a impressão de que eles tinham no início da trajetória influências mais ‘rocka’, folk, até mesmo (se não for heresia) indie, que ainda deixam escapar em algumas canções, mas agora, eles já mostram na sua essência um psycho do demônio. Detalhe que o psycho fica incrível de bom em espanhol.

Pude conversar com o Nicolas, um dos integrantes, que me disse a importância deste evento para as bandas, sobre a turnê de lançamento de seu novo CD e sobre sua paixão por Curitiba, como referência para a cena, que sempre vem à nossa capital quando pode, especialmente para shows como Meteors, por exemplo, e eventualmente encontrar uma namorada (risos).

A segunda noite foi bem mais animada por conta do clima que melhorou e as caveiras saíram da tumba. Baby Rebbel & Koti, nova dupla curitibana estreando no festival, formada pela vocalista das Diabatz e pelo Lendário Chucrobillyman, monobanda conhecido aqui da terrinha. O duo se apresenta com Koti tocando com os pés uma mala de viagem que serve como bumbo, fazendo os graves, e a Baby Rebbel usa uma caixa de bateria e meia lua com os pés também, além do violão, guitarra havaiana e guitarra elétrica. Eles trazem os clássicos da country music da Velha Guarda como Hank Sr, Rockabilly 50's como Wanda Jackson e Dolly Parton. Em uma entrevista informal, Koti disse — querer ainda, misturar coisas da música negra, pitadas do swing sincopado e a pegada do Blues do Delta, tudo isso somando um pouco da energia da Garage Rock, fazer essas fusões talvez soe legal. — E também que a pretensão da dupla é a de tocar por aí e fazer som com alma e sincero.
Boa sorte!

Para esquentar a noite, os motores elegantes do rock Flatheads, banda rockabilly também curitibana que teve sua estréia no último Carnival, trouxe suas canções à moda antiga para as meninas elegantes do rock dançarem. Os rockabillies são sempre o deluxe dos eventos billy, as garotas cocótas nos seus melhores vestidos e mimos.

A única banda não curitibana da segunda noite e uma das melhores bandas do festival foi The Brown Vampire Cats. Banda psychobilly londrinense, “porruda” com um feelling hardcore. Show longo e nada cansativo. Eles registraram o melhor de seus oito anos de estrada com o recém Makabre Funeral Memory.

Para variar, o vocalista dos Ovos Presley não deu as caras. Pra quem conhece a banda, sabe que isso sempre acontece, o que é uma pena, sendo a performance de palco do Ademir insuperável. Mas a sorte desses meninos é que, com ou sem o vocalista oficial, eles seguram a onda e é show pra ninguém botar defeito. Os caras são foda desde sempre, banda com a trajetória de carreira mais longa da Fest. Além do pôgo básico, os Ovos conseguem fazer a “zombiezada” chacoalhar a caveira como se estivessem num bailinho. A galera toda sabe as letras de cor. Ovos Presley é orgulho curitibano e também com trabalho novo saindo das profundezas do inferno para o ano que vem, fechando os lançamentos deste evento.

E a banda que encerrou os trabalhos da segunda noite do festival é nada mais, nada menos que as feras do pântano (como diria um colega meu). Sick Sick Sinners é psychobilly nervoso até a alma, essa banda prova que o psycho está no sangue e que Curitiba é a Psycho Capital mêmo!

Na segundona do feriado a Psycho Fest se despediu na Tattoo Holic, com um evento de Psycho Art Tattoo: tatuador Cacau, pocket show acústico com Motorama e uma fodástica exposição “Garotas do Calendário”, mostra fotográfica de sensuais pin-ups, projeto batuta de umas garotas bacanas que integram a cena nacional. Essa mostra que começou aqui, agora segue para o Rio e depois Argentina.
Au revoir!

E eu fico por aqui me guardando pra quando o Carnival chegar.

Dani Baum

fotos: Adri Vecchi

mondobacana.com
http://www.mondobacana.com/blogs/orgulho-curitibano-psychofest.html


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Atentado Poético Saturnálico


Ilustração de Karen Tortato: Phaedra

http://www.flickr.com/photos/54686575@N00/




4. Vênus a Marte, em breve aparte


No amor

(diferentemente

da guerra),


nem tudo vale,

meu amigo.


No amor, deixas vivo

o inimigo.


Marcelo Sandmann, poeta curitibano

Extraído de 15 paesianas (à paisana) reunidas ao acaso

do livro Criptógrafo Amador


Isso é Io Saturnália!

http://saturnalia.com.br/2009/09/dia-11-de-setembro/


Atentado Poético


ilustração A.B. Ducci | Eram duas caveiras que se amavam

http://abducci.blogspot.com



se um dia pudesse viver de novo, queria nascer

dentro de um filme de tornatore. assim quando o amor

escrevesse nossos papéis, nenhum delírio poderia mais

ser atenuado, nossos atos seriam justificados pela trilha

sonora. quem sabe então eu deixasse de ser mattew

modine em birdy, e ela de viver o papel de juliette

binoche em bleu. enfim estaríamos no mesmo filme e

não nessa estória de hemingway onde somente o mar

parece nos entender. viveríamos aonde a liberdade

não fosse azul apenas de manhã e em tudo que insiste

nos faltar.


fernando koproski, poeta curitibano,

extraído do livro de sonhos


esse post só existe graças ao Saturnália

http://saturnalia.com.br/io/2009/09/dia-11-de-setembro/

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Dobradinha Jürgen Vogel









Vou copiar o telecine e fazer uma dose dupla de ator : D


Jürgen Vogel


Não encontrei nada sobre ele, uma pena (se ao menos eu soubesse alemão... nhé!), a não ser o fato que seu pai é garçom, grandes coisas, o meu já foi caminhoneiro, como se isso fosse questão!

Vi dois de seus recentes filmes que será a dobradinha do dia.



A Alegria de Emma - Emmas Glück

Max (Jürgen Vogel) é só um cara que trabalha numa concessionária de carros.

Após receber a notícia de que teria um câncer, decide conseguir dinheiro e fugir para o México. Quando ele está a caminho, um acidente faz com que ele caia na fazenda de Emma (Jördis Triebel).

Emma é uma caipira, bicho-do-mato que luta todos os dias pra manter as hipotecas da sua fazenda que é a sua vida.

Neste dia, o destino dessas figurinhas se cruza e, segue-se o mote da história.

Vale apena! É um bom filme.

Lembrando que eu não sou crítica, nem nada, só cinéfila, e só indico os filmes. Portanto pode acontecer de você não gostar de algum, né?

E nesse caso, pode acontecer mesmo. Este é um drama alemão megaesquisito, existencialista, decorrido de uma série de clichês românticos e engraçadinhos. Ok?! Uma graça!


The Wave – Die Welle

O professor Rainer Wegner (Jürgen Vogel) da escolinha (leia-se high school) é superdescolado, rockeiro e tals, conhecido assim e amado por todos.

Rainer recebe a missão de dar um curso de uma semana sobre autocracia para seus alunos.

Percebendo o tédio neles sobre uma retórica já cansativa (aliás, o filme é uma retórica, mas nada cansativa), Rainer resolve trabalhar o tema de forma prática. Através da ação e disciplina, quesitos da autocracia, os alunos se sentem tão motivados a ponto de transformar a disciplina, ou o curso teórico em si, na vida real (fui clara? Acho que não né?). Tentar novamente: a partir daí, os alunos empolgados passam a viver e a criar uma autocracia dentro do seu macro-mocro-microcosmo, comprovando que tal ideologia, ou regime político, não funciona mesmo, na prática.

Ah! È importante dizer que é uma releitura de uma história real ocorrida na Califórnia em 1967 que virou um livro.

Apaixonante!


Beijinho da Magra

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Demolition Doll Rose




fotos >> Estéfano Lessa



Era uma vez, ou não era nunca... a Rose.
Ela vem de um país obscuro chamado Where the wild roses grow, ela cresceu livre, linda e silvestre, em meio ao rio.
E como na canção, seu nome é Elisa Day, mas todos a chamam de Wild Rose.
Ela, coitadinha, tão jovem, inocente e bela, cai nas garras de um sangrento Barba Azul mãe da fóca!
Graças aos seus irmãos, ela é salva, e a história triste tem um final feliz.
Ela consegue fugir para a Prússia, onde seus parentes dão asilo à pobrezinha e neste dia, finalmente, Rose se torna Elisa.

E quem souber que conte outra...



sábado, 15 de agosto de 2009

Demolition Toys





A bruxinha Morgana já tem história e já foi contada até, mas vou repetí-la, pra quem não sabe: Morgana é bruxinha do castelo de Frankenstein. Vinda das brumas de Avalon radicar-se em Curitiba, não sei porquê!
Ela só não tinha, ainda, um ensaio fotográfico à sua alteza.
E ela merece porque é a primeira da série Demolition Dolls, dos idos do Castelo.
Não é uma gracinha?
Fotos: Estéfano Lessa